Um salto, uma história

Não nasci para usar salto e já cansei de falar isso. Num momento de revolta cheguei até a afirmar que me casaria e sapatilhas! (Ideia ainda não descartada). Não nasci para calçar um sapato que não distribui corretamente o peso em todo pé, que existe certo equilíbrio e elegância.

Estava toda de preto e, numa forma de vestir que não é o meu dia a dia. Então pensei: se é para causar, melhor ser por completo. E fui de salto. Senti que o dia merecia*, apesar de estar só começando.

Tratava-se de um scarpin de bico fino e com exatamente cinco centímetros de salto (sim, eu medi), com a parte de dentro toda macia, relativamente confortável e que, apesar de ter uns três anos, só utilizei duas ou três vezes.

Problemas: ainda no carro percebi que o pouco que eu andei fez com que parte do falso couro lateral craquelasse (e com o passar do dia isso foi piorando. Ainda bem que a calça era preta e reta). Depois ao subir a escada do trabalho arranquei um pedaço do bico no degrau (ainda bem que não era de verniz). Depois passei o resto do dia sentindo os meus dedos comprimidos.

Resultado: Eu acho realmente bonito saltos, mas não nasci para eles. Definitivamente. A parte boa é que dessa vez a minha perna não inchou por conta deles (Opa, olhem as coisas melhorando!). Agora especialmente para esse salto, acho que o mundo seria mais completo se eu não tivesse o mindinho.

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