As últimas 24 horas em Fortaleza

Acordei cedo no Hostel, ansiosa. Não escolhi bem as roupas que eu iria vestir. Decidi ir de preto e branco para não errar. Na minha cabeça era melhor do que a blusa rosa. Banho rápido, me arrumei mais rápido ainda e fui arrumar para o café da manhã.

Café tomado é atravessar o Dragão do Mar para chegar a empresa. Até o momento a ficha de ser o último dia não tinha caído. Eu ainda estava totalmente voltada para a auditoria. Ao chegar fui logo falar com uma administradora de sistemas sobre as alterações que tinham sido feitas na noite anterior.

Informa relatório, informa a data, negocia data e chega a hora de ir para a sala de reunião. O simpático e o sisudo estão conversando sobre um assunto que não tenho o menor interesse. Dou bom dia, coloco a minha máquina e saio para pegar água.

Aaron derruba meu copo de água um pouco depois que eu o coloquei sobre a mesa cheio. Água para todos os lados. Fui chamar a auxiliar de limpeza para nos ajudar e assim o segundo dia de auditoria começa.

Enquanto um pega projetos, estou com outro, o mais simpático, apresentando a qualidade a ele. Após a qualidade vamos para a assistência técnica onde terminamos a manhã rindo e contando histórias além de apresentar as benditas evidências da nossa organização.

Chega a hora do almoço. Pausa para relaxar um pouco. Voltamos com comercial, RH e algumas pendências que nos fizeram suar frio um pouco para que, no final, tudo deu certo também. Ainda bem. Ok, a auditoria acabou, só aguardar a reunião de encerramento.

Reunião de encerramento feita e só agora me toco que estou a poucas horas de não ter mais aquele refúgio cinco dias por semana e sim um outro a quase 800 km do local. Enquanto ele some, eu passo o e-mail e já começo a querer chorar. Choro no primeiro abraço que recebo. Logo assim, de cara. Entre abraços e comentários da auditoria vou chorando um pouco até falar com a diretoria que me pediu um feedback e me levou a festa surpresa de despedida.

Tinha pipoca, tapioca, suco de laranja natural. Foi ótimo. Tanto que fechei os meus olhos para a Pepsi que tinha na mesma mesa. E quase todos estavam ali, juntos, para me desejar boa viagem. Lógico que voltei a chorar, manteiga derretida que sou.

Mais abraços, mais conversas curtas até ir embora. Não fui andando como os outros dias da semana e sim de carona com uma amiga e a sua família. Cheguei, optei por não jantar. Tomei banho logo e desci em seguida para encontrar a família comendo tapioca. Mais relaxada achei que iria dormir feito pedra. Só achei.

Acordei, não consegui voltar a dormir até que desisti de dormir e fiquei no twitter e depois no Downton Abbey de 1h24 as 4 da manhã, quando o despertador soa e todos começam a se mexer. Mais banho, ultimas arrumações e é descer para o carro, arrumar a mala. Após perder alguns muitos minutos no escuro ainda eu descubro que não tirei a minha sapatilha do fundo da mala e decidimos que só mãe iria dirigir.

Antes do café da manhã a missão foi chamar um taxi para uma falante de inglês americano que brigava com a sua própria mala. Comunicação feita, Easy Taxi usado e aprovado. Minutos depois ela foi embarcada no taxi e eu pude comer e me preparar para sair.

Na Dom Manuel anotamos o número do KM e logo após começa a toca Segundo Sol com Cassia Eller. E assim acaba a minha estadia de 10 anos em Fortaleza.

Texto escrito de fone de ouvido. Em relação a música, tudo começou com The Killers e passou por I’m a Mess de Ed Sheeran (encantada ainda com esse ruivinho), e terminou com Foo fighters – Dear Rosemary do melhor álbum de estúdio que eles já fizeram. Se teve outro nesse meio passou desapercebido.

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