Biscoito Champagne ou Tareco?

A minha primeira receita do livro Técnicas de confeitaria foi a de Biscoito Champanhe. Eu já estava pensando aqui que, se desse certo, faria o Tiramisú do livro Loucuras de Chocolate . Tudo ia bem até certo momento.

Trata-se de uma receita simples de 3 ingredientes: Ovos, farinha (no meu caso sem glúten) e açúcar. Quando fui bater as claras em neve, ao invés de bater as claras e depois juntar com o açúcar, eu fui colocando o açúcar aos poucos. Por conta disso, por mais que eu batesse as claras não ficaram em ponto de neve.

Como já tinha ocorrido, segui a receita para ver no que dava. Ainda mornos eu comi um pouco e estavam bons, só que não eram biscoitos champanhe. Quando meu pai provou ele falou quase de imediato: parece tareco. E não é que realmente parecia! Só que de outro formato.

champanhe ou tareco

Quando fui comentar com uma amiga de outro estado, ela não sabia o que era tareco. Estranho… Expliquei o que era e fui em busca de uma foto na internet quando eu descobri que, apesar de ter se espalhado pelo Nordeste, era uma receita cuja possível origem estava em Pernambuco.

Em pesquisa vi que existem variações de acordo com o estado. O de Minas, por exemplo, leva polvilho e ainda existem pelo brasil com queijo ou coco. Por aqui também se encontra o de milho, trigo ou maisena.

Mais sobre a história dele? Vamos ver o que a Wikipédia diz sobre o nosso Tareco: O tareco é uma pequena bolacha de consistência firme, feito de farinha de trigo, ovos e açúcar. A massa é pingada na fôrma antes de assar dando-lhe um formato discóide.

O tareco faz parte da cultura popular na região Nordeste do Brasil desde muito tempo. Argumenta-se que sua origem provavelmente se deu no estado de Pernambuco, tendo se espalhado para o restante do Nordeste brasileiro. Sua presença é notada em músicas e poemas de autores nordestinos a exemplo da canção Tareco e Mariola interpretada por Petrúcio Amorim e composta por Flávio José.

 Wikipedia

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