Inhotim

Para quem não conhece e está de bobeira lá em Minas, recomendo fortemente o Inhotim. No início eu fiquei em dúvida se iria ou não (porque se for, prepara-se para dedicar um dia inteiro nele) porém me arrependeria se não fosse

O Inhotim é considerado o maior centro de arte ao ar livre da américa latina. Não conheço a américa latina porém, pelo tamanho daquilo, consigo acreditar.

Quando se está lá, você não só admira as instalações ou obras de arte mas também a natureza. Tudo é lindo. Os jardins são lindos e bem cuidados, existe esquilos fazendo a festa entre as plantas (encontramos alguns logo após a recepção), tudo é muito bem sinalizado e existem de obras de sem noção até chocantes que te arrancam lágrimas. É um jardim botânico com arte.

Tinha pizzarias que te chamam pelo cheiro quando você está nas trilhas, existe dois restaurantes (um deles fechados no dia, acho que fui para o Oiticica), bancos enormes e únicos feitos de árvores caídas e esculpidas. Em um que mais parecia uma banheira, estava eu quieta aguardando umas amigas de viagens tirarem fotos de uma instalação com fuscas quando um beija-flor se aproximou.

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Lindo.

Na instalação de Yayoi Kusama dizem que as bolas metálicas se movem de acordo com o vento e que a cena é linda. Infelizmente não conseguimos ver isso porém, na cafeteria de baixo, tinha saguis brincando. Apesar de tudo, o que me marcou mesmo foram os sons.

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Existe uma sala que vimos logo do início chamada Forty Part Motet, uma instalação sonora com 40 canais de áudio, de Janet Cardiff (vou falar mais dela à frente), o coro da catedral de Salisbury canta Spem in Alium nunquam habui, composta por Thomas Tallis para a comemoração do aniversário da Rainha Elizabeth 1ª, em 1575. Agora pense em percorrer todo o círculo e escutar voz por voz e, depois, sente-se no meio e tente não chorar.

Janet Cardiff volta numa outra instalação que conta um pesadelo com sons de todos os tipos. Lindos e tão emocionante como Tallis porém, ainda prefiro a primeira que eu escutei. Nessa última tinha um folheto plastificado para quem quiser seguir a história melhor (história em inglês e o folheto bilíngue) porém recomendo para quem tiver uma noção da língua, a se arriscar e deixar se levar pela história. Vale muito a pena.

Sobre o instituto, eu recomendo fortemente alugar os carrinhos que dão carona a quem tem uma pulseira colorida em parte do local. Só assim para se conseguir ver quase tudo. Outro detalhe, use o mapa com parcimônia. É bom se perder num local desses, use-o para não deixar nada passar batido e aproveite!

Cheguei a Brumadinho (cidade há 60km de BH) após comprar passagem de ida e volta na própria rodoviária e paguei inteira no instituto. No local os professores também têm direito a meia. Ah, vá de roupas confortáveis e tênis. Apesar dos carrinhos de golfe, esteja preparado psicologicamente para andar muito.

Colagem aqui

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