Mercado de São José que, por sorte, fica a um pulo do trabalho e apenas um pouco mais longe de casa.

Gosto de mercados públicos e estou conhecendo e reconhecendo aos poucos os do Recife (nós temos 24 mercados públicos. Uns bem cuidados e históricos, outros nem tanto). Neles podemos encontrar um pouco da cultura local por meio do que está exposto lá, seja produtos alimentícios, seja artesanato e produtos a fins. Uns são focados num tipo de produto já outros tem um pouco de tudo. O Mercado de São José mesmo faz parte desses últimos.

Nele além de ingredientes que eu nunca comprei (peixes e crustáceos, tudo na região esquerda do mercado e que nunca entrei por detestar o cheiro) podemos encontrar castanhas e até comida regional. Essa última não internamente e sim nas várias barraquinhas no seu pátio. Nunca comi lá porém, aos sábados, sempre está cheio.

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Internamente você encontra produtos de cerâmica, rendas, palhas, lojas de umbanda, lembrancinhas únicas ou pasteurizadas, itens de cozinha, sapataria em couro e decoração. Lá eu já comprei uma camisa com renda renascença, também um porco de cerâmica que me apaixonei perdidamente e paquero com um vestido lindo que não cabe em mim e é carérrimo.

Em seu entorno além da Igreja Nossa Senhora da Penha que foi recentemente reaberta após uma reforma (que ainda não foi finalizada porém haverá um post só dela), temos uma série de barracas com frutas e verduras mais baratas que na maioria dos supermercados. Podemos encontrar também sementes, bolos, plantas, empórios, lojas de doces e salgadinhos (onde compro Pippo’s mais barato ou nego-bom para meus pais) e lojas de verduras com, inclusive, alho-poró bem barato.

Ainda restam no outro lado as barracas com roupas, panelas de alumínio, sandálias de couro, orquídeas e até ambulante de óculos piratas ou mini-furgões vendendo pães de caixa mais barato e com validade curta que alguma vezes meu pai compra para fazer torrada.

Cansou? Pois é… ir à São José é perder-se um pouco dentro e no entorno do mercado.

Agora vamos falar um pouco de história.

É o mais antigo edifício pré-fabricado em ferro no Brasil, exportado da Europa para o Recife, no final do século XIX. 

Foi projetado pelo engenheiro da Câmara Municipal do Recife, J. Louis Lieuthier, em 1871, que se inspirou no Mercado de Grenelle, de Paris, e construído pelo engenheiro francês Louis Léger Vauthier, responsável também pela construção do Teatro de Santa Isabel.

Mais? Aqui

Aproveito para informar que, sobre detalhes da cultura pernambucana, não tem nada melhor e mais seguro que pesquisar na base de dados da Fundaj.

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