As Virgens suicidas: Livro

Virgens Suicidas

Sabe quando você acaba um livro e você não sabe se gostou ou não, se pensando no todo? O Virgens Suicidas foi assim para mim. Acabei há uns 15 dias e até agora não sei se gostei ou recomendaria o livro. Demorei a escrever para ‘maturar’ a minha opinião pelo livro porém, como podem ver, não deu certo.

O livro trata da família Lisbon que é de um professor, uma dona de casa e 5 adolescentes branquinhas, de cabelos claros da América do Norte no pós guerra. A mãe é muito rígida com as meninas, então, sob apelos, resolve-se fazer uma festa e chama-se os meninos da região (sim, lembrei quase como um projeto de debutantes).  Eles ficaram polvorosos porque era meros admiradores / observadores das meninas.

Aqui vale uma ressalva: o autor foi feliz ao escrever sobre elas. Ele conseguiu fazer com que o leitor conseguisse distinguir cada garota não só pela aparência física, como personalidade (e, alguns casos, até pelo tipo de roupa).

Nessa festa uma delas (Cecília) comete suicídio pulando do alto da casa e caindo em cima da cerca. Pronto. Neste momento é que a história realmente começa. Você leitor passa a acompanha-las no colégio (quando elas ainda iam) e suas pequenas atitudes que transbordavam pela casa. Tudo sob o olhar observador da comunidade e seus meninos.

Li o livro de forma mais lenta do que o normal de um romance para mim. Existiam partes bem curiosas porém, outras um pouco entediantes. Teve um momento que pensei em desistir por perceber que eu estava evitando a ler já que eu ‘tinha’ que ler esse livro. Sim, verdade. Só que essa parte negra (acho que foi em torno da saída delas do colégio) passou e o livro voltou a despertar curiosidade já que você estava acompanhando a vida dessas meninas a cada passo dado.

Sei que Sofia Coppola fez uma versão desse livro e ainda não vi. Talvez volte em breve com as minhas impressões comparativas.

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