A sem-marca

Cansada de ver alguns blogues que cresceram e ficaram superficiais ou alguns casa-niqueis mesmo, resolvi brincar com o assunto de marcas no Instagram. Eu tenho roupa que foi cara, tenho bolsa que foi cara como também tenho roupa comprada em feira de roupa na rua e bolsa de 25 de março.

No meio de tantos recebidos e marcas famosas, postei uma foto minha recém chegada do bairro bairro de São José, aqui de Recife, neste último sábado. O que tinha de famoso, foi comprado em outlet, não pela marca e sim pelo incrível conforto.

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Vamos lá:

  • Morei anos em Fortaleza e trabalhei perto de uma rua chamada José Avelino. Nessa rua existe uma feira 2x por semana e uma série de lojas e shoppinzinhos que trabalham em horários não tão usuais. Neste local eu comprei esse short há uns 4 anos atrás por 15 reais. Sei preço até hoje por que até pelo local e pela lavagem foi uma barganha (sem bordados, brilhos ou aviamentos feios), foi uma barganha. Só a etiqueta que retirei um pouco depois porque era enorme;
  • Nesta mesma rua tem um shoppinzinho um pouco mais recuado e que tinha uma marca de camisetas com boas estampas. Comprei 3 camisas no mesmo dia, mais ou menos na mesma época do short e cada uma custou uns 10 reais. Vinham num saco zip com a marca impressa da loja porém, nunca mais comprei porque os preços subiram;
  • A peça mais cara foi o óculo da Clikks, uma marca que conheci onde trabalhava. Sempre que tina novidades um dos donos da loja trazia aquela maleta enorme e, em uma dessas vezes, comprei esse. Deve ter custado uns 120 reais em 2014;
  • Muita gente, alguns desníveis, ruas asfaltadas ou com paralelepípedo fora o risco de pisar em folhas e frutos da feira no chão. Por conta de todos esses motivos aprendi a ir de tênis sempre quando estou andando no final de semana por aqueles lados. O meu calçado que anda sozinho nesses locais é este Nike Fit comprado no outlet da Esposende no ano passado por menos de 90 reais. Já encontrei bons calçados garimpando por lá porém, nas minhas duas últimas vezes, que eu fui como companhia, não achei nada que eu gostasse;
  • Para finalizar uma ecobag que ganhei de presente de uma amiga. Neste dia eu tinha passado no empório e estava cheia de múltiplas farinhas sem glúten.

Não sou e nem pretendo ser alguém que fale de moda porém, gostaria de mostrar que nem tudo precisa ser caro ou ser famoso para ser bom. Nós ligamos muito preço de produtos à qualidade dos mesmos quando, muitas vezes, não quer dizer nada.

Nota: Esse short passou quase 2 anos parado devido o meu aumento de peso. Como estou começando a perder algum, ressuscitei do vácuo da magra (sacos à vácuos em que roupas que gosto e que, depois que engordei, não dão mais em mim): Esse short, um vestido meio marrom que eu ajustei antes de engordar (comprado e uma das minhas férias aqui), um short de tecido nunca usado e uma calça jeans.

Obs: horas depois de ter escrito lembrei que esse post me fez lembrar Roberta Meireles, a do finado Todo Mundo Pode

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