Como a TAM mexeu com o meu feriado

No ano passado, durante um feriado também, eu peguei uma boa promoção para ir e voltar à Goiânia e visitar Rita e o novo membro do Clã, Eric. Seria uma ida tranquila e uma volta demorada porém, iria valer a pena. Ida e volta com conexões, curtas ou demoradas.

Nesse meio tempo eu fiquei desempregada e, mesmo assim permaneci com a viagem e não alterei a data antecipadamente para tentar ficar mais. Na realidade pensei muito se iria ou não. Para mim faltava clima e disposição porém sei que não posso me reduzir a uma ilha.

Acordei as 4 horas da manhã, me arrumei, tomei um iogurte e parti para o aeroporto. Um pouco antes das 6 horas eu já estava sendo embarcada. O problema é que às 7 horas a aeronave permanecia no chão. Primeiro foi o combustível e depois foi uma manutenção de última hora.

Chegamos em Brasília em cima da hora do embarque para Goiânia. Desembarcamos no horário do voo porém, aparentemente perdemos o voo enquanto a aeronave estava taxeando. Fomos sendo empilhados no canto enquanto aguardávamos informação da mulher recomendada pela TAM ainda na aeronave.

Muitas crianças com suas famílias indo e voltando de férias porém, não fui a única que estava sem mala nesse lote de quase 30 pessoas que perderam suas conexões para Goiânia e Cuiabá. Outra pessoa também estava e quando foi pedir para embarcar ele e outras foram avisadas que não tinha vaga no voo. Esse foi o primeiro stress do grupo já que se existiam quase 30 pagantes que perderam o voo, como é que não tinha vaga?

Após sermos transferidos para outro check-in vazio, o pessoal que ia para Goiânia foi deixado de lado enquanto se resolvia o de Cuiabá. Horários indesejados o hotéis, ficava a escolha do cliente que pagou pela passagem e não pode mais tomar rédeas sobre a sua própria viagem.

Chegou a nossa vez. Fomos informados que ou embarcaríamos no dia seguinte ou iríamos fazer o percurso terrestre. Começou outro stress. Famílias não tinham roupa suficiente para mais um dia com crianças fora de casa, professor estava perdendo tempo com a família que via de vez em quando por trabalhar em outro estado e eu, mais quieta, estava perdendo meu tempo com Rita e Eric.

Fomos todos encaminhados para a esteira e retirar as bagagens, mesmo aqueles que não tinha bagagem. Era só uma menina da TAM que depois se juntou ao grupo um rapaz franzino. A esteira não rodava com o pedido dela e, ela ia explicando o que a companhia faria com o nosso grupo. O stress foi aumentando, mulheres foram se exaltando e homens ríspidos e com voz alta. Um segurança apareceu e, enquanto se resolvia a história das malas, outros dois apareceram do nada, cercando a mulher do TAM.

Solicitamos falar com mais pessoas da TAM, que poderia nos ajudar melhor do que aquela mulher cujo nome não lembro mais. Fomos para o primeiro andar e eu avisando a Rita sobre todos os problemas. Às essas alturas eu perdi o táxi que iria para o interior que Rita tanto se esforçou para reservar.

No primeiro andar fomos informados que poderíamos embarcar antes das 13 horas da tarde porém iríamos fazer conexão em Congonhas e depois chegaríamos às 20 horas em Goiânia. Isso porque questionamos o horário. Um casal resolveu pegar o voo e eu resolvi ir via terrestre e pegar um ônibus na rodoviária. Iríamos ser despachados para uma viagem de quase três horas à mais e sem alimentação. Discutimos e fomos almoçar, pela Companhia.

O almoço foi muito mais ou menos e embarcamos para Goiânia. Eram duas vans seguindo pelo muito e eu não tendo a menor ideia no que falar quando meu pai me questionava aonde estava. Sempre dizia: na estrada rumo a Goiânia.

Cheguei no menor aeroporto que já estive. Foi ao banheiro e peguei um taxi para a rodoviária. Pensando em Recife, passou pela minha cabeça se eu poderia pegar ônibus ou metrô que interligava esses modos. Metrô não existe e ônibus direto também não. Em taxi achei a cidade pequena, quase de interior, ao menos aonde passava e, para a mina surpresa, a rodoviária parecia um shopping. Quase todas as lojas estavam fechadas porém tinham até cinema!

Passagem comprada para a cidade e foi batendo o cansaço. Era 15 horas e só embarcaria as 18 horas. Liguei para TAM e a mocinha educada me afirmou que não poderia fazer nada. Nem antecipar o meu retorno, nem adiar a minha passagem porque não tinha a confirmação que eu tinha chegado no destino. Contei a minha trajetória e o quanto a TAM tinha estragado o meu FDS prolongado porém, não se podia fazer nada. Foram 24 minutos de ligação.

2,5 horas para aguardar, e Relíquias da Morte (releitura) e A Bibliotecária de Auschwitz e mais 3 horas de estrada com cia deles. O frio era grande e peguei a minha toalha que estava dentro da mochila para amenizar. A estrada era boa porém o ônibus tremia demais. E finalmente cheguei em Itapuranga para aproveitar o feriadão.

Enfim, eu iria chegar às 13 horas e cheguei às 21 horas. Triste, não?

 

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