A garota Dinamarquesa

2016 pode não ser o ano de muitas coisas porém, pelo menos está sendo o ano de boas e frequentes leituras. Hoje vim falar de um livro que finalizei nas últimas semanas chamado A Garota Dinamarquesa.

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Após encontros e desencontros, Greta e Einar finalmente se casam após o final da primeira grande guerra. Um casal de pintores onde ele foi o professor dela. Ele pintava pântanos e ela retratos. Ela não era tão prodigiosa e faltava um pouco de técnica porém ele sempre a incentivava.

Com a ausência seguida de Anna, uma cantora lírica, Greta solicitou que Einar vestisse uma saia, suas meias e um sapato para que ela finalizasse o retrato. Ele foi relutante porém, foi neste dia que surgiu Lili.

Lili entrou no casamento deles como uma terceira pessoa, era uma parte que Einar tinha aprendido a aprisionar dentro dele e que floresceu com aquelas meias e sapatos. Aqui vale a pena ressaltar que tanto Greta, quanto Einar e Lili são todos personagens principais do livro, onde não conseguiriam contar a história na ausência de um dos três.

 Lili ficou mais frequente após as férias do casal (como ocorria todo ano) num balneário no sul da França. Médico foi procurado. Era famoso pois usava uma tecnologia de ponta da época: o raio X. Isso só infringiu sofrimento em Einar. Foi nesse período que Greta mudou o seu estilo de pintura e Lili virou a sua musa.

Se mudaram para Paris onde viveram por muitos anos e onde Lili passou a frequentar mais e  mais aquela casa. Fazia compras, frequentava cafés e a esposa gostava da sua companhia também, além de pintá-la, claro.

Médicos e mais médicos são procurados e tratamentos são sugeridos até encontrar um médico alemão que propôs transformar Einar em Lili para sempre. Sim, Lili foi uma das primeiras trans que se tem conhecimento que se submeteu a cirurgia.

Detalhe:

Depois que li o livro fui ver o filme. O livro é um romance levando em conta a história de Einar  / Lili como base já o filme parece ser mais real do que o livro. No filme Greta perdeu mais o seu espaço e, apesar de gostar de Eddie Redmayne, prefiro o livro. Este é mais envolvente do que o filme.

Ah, Gerda virou Greta no livro.

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