Ensaio ao Inferno

Há quase 10 anos atrás eu estava numa sala de aula cujas janelas tinham sido cerradas para que não fossem abertas, no último horário da manhã com dois condicionadores de ar onde um estava desligado por não funcionar e outro só ventilava, com a porta aberta porém num corredor estreito que não passava ventilação e assistindo a uma aula de Cálculo Aplicado quando o professor  (Esmeraldo? Acho que era…) acelerado e pingando de suor falou à sua sala de 40 pessoas: Isso não é uma sala e sim um ensaio ao inferno.

marmitad

Hoje à tarde lembrei deste momento. Estava eu pingando de suor num ônibus lotado (desses que se nos mexermos perdermos o lugar), cujo motorista escutava pagode e me arrependendo profundamente de não ter ido de carro que estava estacionado na garagem. Sim, esse segundo cenário, embora comum a tantos brasileiros, é também a minha representação do inferno.

O transporte público só realmente será viável quando deixar de ser explorador. Gastei duas passagens (R$ 5,60 no total) hoje para pingar de suor, ter o espaço para colocar UMA mão durante metade do caminho da ida no espreme-espreme e ainda escutar o que detesto. Adiantou economizar? Da próxima vez vou de carro onde pagarei R$ 5,00 pelo estacionamento + a gasolina porém chegarei ao destino em melhor condições do que hoje (até porque nos horários que fui e voltei não eram horários de congestionamento na cidade).

Imagem daqui

Anúncios