The True Cost

Não deve ser novidade para vocês a forma que eu estou revendo alguns pontos da minha vida. De cabelo à espaço e armário. Muita coisa foi organizada, jogada fora ou doada nesse período. Outras foram compradas.

Falando em compras, em 2016 não está sendo um ano de compras e sim de controle e cada vez em que eu mais adentro no assunto de simplificar a vida, do lowsumerism mais tenho certeza que é o que eu quero para mim.

Ainda nesse assunto eu vinha adiando assistir ao documentário The True Cost. Para quem já vem lendo sobre o assunto, trata-se de um choque concentrado de tudo o que você leu e agora está vendo realmente como é. Para quem não viu, nem imagino como deve ser.

Esse documentário trás verdades sobre aquelas roupas baratas (ou nem tanto) cujo método de produção não é mais local. No documentário mostra que hoje o EUA produz apenas 3% das roupas que consome. Todo o resto está em países cuja mão de obra é mais barata e sem alguma proteção contra os excessos das empresas e muito menos com o meio ambiente.

É imperdível se você está tentando reduzir o consumo. Imperativo para aqueles que estão revendo o modo de vida.

Como exercício eu abri o meu guarda-roupas e fui ver as etiquetas das roupas que eu tinha. Como exemplo posso citar que URB, Produção, Anne, Danashe e até o que eu tenho da Riachuelo (pela Guararapes, apesar de saber que boa parte das peças são também importadas) são de produção Brasileira. Fora as peças que foram compradas em mercado populares e feiras. Essas também eram brasileiras (apesar de não ter entrado no método de produção do tecido, ok?).

collage-1462066403796

Por outro lado vi peças da Zara, Leader, Renner, TNG, Le Chemises (essa me surpreendeu) que são de fabricação estrangeira, como podem ver na montagem acima. Não, não é uma forma de xenofobia e sim o medo de que esses trabalhadores estejam sendo explorados.

Não tenho muito o que comprar este ano (em outros posts vocês entenderão) porém, vou continuar o caminho de procurar marcas com cadeias de produção curta e local. Será um desafio e provavelmente pagarei mais caro. Estranho? Não, mudança de atitude.

Aqui no blog eu parei mais de falar sobre Simplificação porém pretendo continuar. Para quem segue o Twitter deu para perceber o quão ativo está o meu perfil sobre assuntos afins.

Anúncios