Transição do guarda-roupa

Anos atrás eu engordei sem motivo algum. Estava mantendo o mesmo padrão de alimentação. Junto com o peso extra veio um cansaço inexplicável e foi assim que eu acabei sendo diagnosticada com fibromialgia.

Com o ganho de peso, muitas roupas se foram e outras tantas guardadas. Sabe quando você gosta de uma peça e diz que ainda irá emagrecer para voltar a caber nela? Ou quando existe um carinho maior e você decide guardá-la? Pois é. Fiz isso e mantinha essas peças em sacos à vácuo na parte de cima do meu armário.

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Últimas peças que foram ‘arquivadas’ nos sacos à vácuo

Com a perda de peso dos últimos meses, fiz algumas trocas e descartes. Doei roupas que eu não queria mais, guardei outras peças conforme tirava as ‘roupas de magra’ dos sacos à vácuo. Hoje não tenho mais nenhuma roupa lá que esteja apertada no meu corpo.

Eu nunca tinha feito isso e acabou que tirei algumas lições:

  • Você muda. Eu tive uma fase muito colorida e, tinha um tubinho bem, bem colorido. Quando eu o reencontrei com o meu corpo atual, não gostava mais dele. Não era a minha cara. E não foi a única peça assim;
  • Você entende mais sobre o seu próprio corpo. Eu tinha uma calça super skinny guardada. Foi a primeira peça que eu guardei quando comecei a engordar e era uma peça nova com pouquíssimas lavagens. Com o tempo aprendi que essa peça não é para o meu corpo e o jeans foi colocado para doação. A calça tem pernas tão estreitas que certeza deixaria minhas pernas inchadas se eu passasse muito tempo sentada (como acontecia no passado). E olhe que ela estava bem folgadinha na cintura!
  • Renda. Eu ainda gosto de renda? Não. Porém tenho um vestido resgatado com um detalhe de renda que foi colocado por uma costureira depois de um incidente com ferro de passar em tecido fino. Não dei. Gosto muito do corte (e custou baratíssimo!). Se passar muito tempo sem usá-lo, irei doá-lo;
  • Ninguém lembra que mudar de número significa perder roupas. E para quem não tinha muitas, isso faz uma falta…. Estou desempregada e não gastarei dinheiro com roupas porém, assim que voltar a trabalhar precisarei investir em camisas e cia. Aliás, perdi até dois vestidos longos (guardados) e minhas saias de trabalho;
  • Orgulhinho de vestir bem aquele short que usei durante parte da graduação (muitos trabalhos foram feitos enquanto estava vestida com ele) precisa ser lembrado.
  • Três peças foram guardadas sem nunca terem sido usadas, sendo duas delas ainda com a etiqueta. As três foram compradas em liquidações e estavam perfeitas em mim porém, o corpo mudou um pouco. Agora vou te contar… Esse vestido preto com etiqueta à mostra fica incrível no corpo!
  • Porque guardo? Porque nem tudo vale a pena ajustar no momento. Estou ainda no prazo de estabelecimento de peso além do mais, nem todas as peças valem serem ajustadas. Eu ainda tenho um pequeno lote de roupas separadas que poderão ir para ajuste e me fazer economizar algum $$$
  • Ainda sobre o ajuste, esse pequeno lote separado pode crescer em breve. Lembra daquele vestido preto que falei acima? Estou louca para usá-lo 😉
retorno
Peças que retornaram. Como podem ver, grande maioria são ‘partes de baixo’. Tem uma peça nesse lote que ainda tenho dúvidas se ficarei. É esta camisa branca no meio dos jeans.

Ah, esse processo de redescoberta levou uma manhã inteira!

Ainda tenho etapas a serem cumpridas antes de rever o que preciso comprar:

  1. Além das peças que foram separadas para ajuste, verificar se existe alguma outra á guardada que possa ir à costureira e que não precise de grandes mudanças;
  2. Colocar para doação as peças que não combinam mais comigo e que não valem à pena estarem em uso ou guardadas;
  3. Fazer uma lista do que eu preciso comprar;
  4. Agora sim, partir para compra!

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