Não passo fome

Sim, terceiro post seguido de comida.

Quando alguém que não está habituado à restrições alimentares me conhece, acha que eu sofro ou passo fome ao não comer glúten. Não foi escolha minha porém, como muito bem sim, desde que eu faça (ou alguém daqui de casa já habituado) ou tenha alguma segurança no local que estou comendo. Como esse segundo ponto é difícil e complicado, acabo quase sempre comendo em casa ou o que foi preparado em casa.

Alerto aqui que é preparado e não comprado já que uns 80% do que eu já comi pronto de alimento especialmente sem glúten teve uma qualidade inferior ao similar feito em casa ( e com os ingredientes que eu seleciono e com a segurança alimentar de quem já faz isso há anos e sofre pouquíssima contaminação, apesar de viver numa casa cheia de glúten).

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Com a necessidade de comer mais folhas e tendo muita couve-folha na geladeira, fiz caldo verde. A receita é fácil e eu não tenho. Aliás, não tenho receita de sopa nenhuma e apenas explicações sobre modo de preparo e quantidades no olhômetro. Para acompanhar essa sopa peguei uma receita de pãozinho de batata doce.

Receita por @viversemtrigo e adaptada por mim:

  • 250 g de batata doce;
  • 75 ml de azeite de oliva;
  • 40 ml de água;
  • 1 colher de sobremesa de sal;
  • 1 pitada de pimenta;
  • 1/2 colher de sopa de fermento;
  • Polvilho doce (era o que tinha) enquanto baste.

Cozinhei a batata doce no vapor, como fazemos com qualquer tubérculo (e deve ter sido por isso que mudou tanto a quantidade de polvilho em relação à original). Apesar de bem macia a minha tinha o centro enxuto e não molhadinho. Passei no espremedor de batata.

Coloquei o forno para aquecer.

Na forma da batedeira (apesar de não usar a batedeira em si, gosto dela por ter um bom tamanho e ser mais alta do que as demais daqui de casa), coloquei o fermento, sal, pimenta, a batata espremida, o azeite e a água. Misturei e fui acrescentando o polvilho que eu tinha previamente pesado e separado 250 gramas. Coloquei até dar liga e devo ter usado a metade da quantidade pesada.

Naturalmente sem grudar nas mãos, fiz 10 bolas no tamanho de pão de queijo de coquetel e coloquei no forno por uns 20 minutos. Enquanto elas assavam peguei outra forma e consegui fazer mais 10 bolinhas e coloquei no freezer.

O resultado me surpreendeu. Gostei bastante e agradou o meu pai, apesar da minha mãe e do meu irmão acharem que estava faltando alguma coisa. Comi elas ainda mornas, junto com a minha sopa e sentindo falta da manteiga ou do creme de ricota.

Obs: a receita original leva chia e eu coloquei bem pouco na minha, tanto que esqueci de relacionar nos ingredientes acima. A chia daqui de casa estava na geladeira e não no armário, o que a deixou muito compacta

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