Plano estabelecido

No meio para o final de 2015 eu tomei a decisão que daqui de dentro não sai nada. Se quiser ter um filho, irei adotar. E cada dia que eu tenho dor forte eu lembro dessa decisão e mais afirmo que será a melhor decisão.

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E o que tem dor com gravidez?

Por conta da fibromialgia tomo medicamentos regulares para evitar crises e outros para dores fortes (com tramadol). Todos esses medicamentos não são compatíveis com a vida fetal então, não vejo como levar a frente uma gravidez.

Para quem desconhece, uma crise de fibromialgia não é só marcar por dor intensa em várias partes do corpo (ou no corpo inteiro) e sim também pela exaustão, problemas com o sono entre outros sintomas. A partir daí penso: Eu sei o que passo no dia-a-dia e sei o que eu passei no segundo semestre de 2015, quando estava sem tratamento. Não dá para gerenciar uma carreira, uma família e sequer a minha vida daquela forma.

Sim, enquanto escrevi este post eu estava sob efeito de medicação forte, com um vestido longo extremamente confortável (e bonito), de sandália no pé, trabalhando (e produzindo) porque a vida não para. A dor existe, a exaustão também e não sou felizarda para faltar toda vez que estiver assim.

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