Belgravia

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Tenho uma foto de uma página meio em cima do meu pijama, meio em cima do meu travesseiro, porém percebi que a qualidade não ficou das melhores. Então vamos para a foto clássica da capa!

Aos desconhecidos, eu adoro (ou se esse possível especial que pode ocorrer e, por isso solicitaram agendas livres aos integrantes não ocorrer) ou adorei uma série britânica chamada Downton Abbey. Uma queda por sotaques britânicos? Pode ser já que eu gosto essa, da The Crown e Sherlock.

Um dia, não sei precisar quando nem onde, me deparei com um livro cujo autor era Julian Fellowes. Para mim um nome conhecido apenas. Inquieta e curiosa fui buscar e descobri que é o criador de Downton! Logicamente um pouco depois o livro já estava no meu Kindle (maravilhas da modernidade) e foi esse livro que acabei de ler esta semana.

Li de forma mais lenta do que o normal, porém não foi pela história já que essa é encantadora. Li lentamente por exigência do meu corpo e mente que não me permitia ler sempre que eu desejava e passei a lê-lo não à noite, quando estava exausta e com dor e sim na hora do almoço, hábito que vou ter que parar para retornar as revisões ou estudos.

Enfim, Belgrávia é um distrito londrino que, já apareceu em Sherlock também (A Scandal in Belgravia), sendo esse o melhor episódio da série até então para mim. Nesse livro esse distrito, que fica atrás do Palácio de Buckingham, é o principal cenário de uma trama entre uma família tradicional e outra em ascensão por conta do comércio.

James, comerciante que se deu muito bem em Bruxelas, sendo fornecedor do exército e que ajudou com suprimentos na batalha de Waterloo, tem dois filhos que ama e uma esposa que o desdenha por esse desejo dele em ascender socialmente. Inclusive teve um baile lendário que foi marcado não só pela opulência em tempos de guerra e sim pela notícia da invasão de Napoleão e de muitos ter saído dali direto para a batalha.

Após um desenrolar a trama migra para 25 anos depois, com James cada vez mais rico, agora investindo em construção, um filho infeliz, uma filha falecida e um segredo que os une a uma família tradicional britânica que os desdenha e, por ironia, a casa foi James quem investiu em sua construção.

Texto lindo, leve, com um leve suspense no final, apesar de não ser real. A ansiosa aqui já esperava por isso, porém não via a hora do desenrolar final. E sim, você percebe a mesma narrativa de Downton impressa em suas páginas (ou tela, né?).

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