Uma infância contada por desenhos e cia.

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Outro dia me dei conta do curto período de tempo que o Castelo Rá-Tim-Bum ficou no ar que foi inversamente proporcional à marca que deixou na minha infância. Se brincar até hoje posso cantar a música do ratinho promovendo a limpeza, digamos assim. Posso não saber o nome de todos os personagens, mas isso é normal. E, digo mais, foi lamentável não conseguir ver a exposição – lotaaada – do programa enquanto estava em São Paulo.

Acredito que esse programa e essa rede marcaram muitas infâncias pelo Brasil. Dos desenvolvidos no Brasil tinha o Cientista, o Castelo Rá-Tim-Bum, X-Tudo (que outro dia vi reprisando num canal na TV paga) e outros como Glub-Glub. Ai pergunto: de programação brasileira, o que nossas crianças veem hoje, hein? De cabeça e que meu priminho goste só lembro do Zoo da Zu.

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Só que só de Brasil eu não vivia! Lembro também de Jiraya, Jaspion, Kamen Rider Black RX, e outros super-heróis e desenhos que acompanhava na época, mesmo não sendo tão coisa ‘de menina’. O ‘de menina’ está com aspas porque outro dia entrei em discussão com o meu priminho ao dizer que gostava de Tartarugas Ninjas (verdade!) e ele dizendo que menina não gosta desse tipo de desenho. Sonhas… Aliás, da porta da varanda do meu guardo eu via a antena da Manchete.

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Só depois dessa fase Manchete de carteirinha, migrei para os clássicos da Disney, Hanna Barbera e cia. É… você ai pensa que sou normal só que eu já procurei Smurfs no quintal. Só que eu não achava nenhum cogumelo…

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Dizem que sou nerd. Para reafirmar essa opinião de alguns (não tão poucos), os desenhos se estenderam para O Fantástico Mundo de Bob (quando menor), Caverna do Dragão (quando fui crescendo e o meu desejo profundo de ter um capuz como aquele) e tantos outros por aí, terminando com Jack Chan e as 3 Espiãs Demais (que logicamente eu me identificava com a Sam), já na universidade.

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Arte de Louise Terrier

E hoje? Ah… hoje mal paro para assistir filmes animados, mesmo sendo dos Studio Ghibli e escondo à sete chaves Chiriro do meu priminho.

Desculpem então aos fãs de Meninas Superpoderosas, Pokemon, Digimon, Cavaleiro do Zodíaco (esse último por ‘roubar’ meus amigos durante as férias) e até Nemo (péssimas lembranças).

E para quem acha que foi só isso? Teve também muitos jogos que ensinavam alguma coisa (onde o pior era o dominó das 4 operações e um dos melhores o Tangram comprado em Gravatá), vídeo-game, muito livrinhos, onde alguns eu tinha que escrever um resumo (e vocês achando que meus pais estavam ali só para passar o tempo), muitos gibis, bicicleta, jogos de tabuleiro e um tanto de bonecas  e brincadeiras de rua.

Fui feliz. A analista de processos de hoje já foi bem anti-social no passado ao ponto de preferir estar na biblioteca que na festa que a escola montou e criticada por gostar tanto de jogos e brincadeiras não-habituais de meninas ou que meninas que querem crescer rápido. Ali, naquela minha inocência, eu sabia que cada coisa tinha o seu tempo…

Nota: olhando hoje, meu período rosa e de boneca foi para aceitação social. Gostava de botar a Barbie para dormir? Nem tanto… Eu preferia era fazer roupas com retalhos para elas, nem que e precisasse retirar a cabeça para entrar.Tão nova e se preocupando em ser aceita por pessoas que mal tem contato hoje em dia.

Alerto que todas as imagens foram retiradas de forma aleatórias do Google. Nessa busca guardei apenas o link de algumas aquarelas que valem a pena ser conhecidas

 

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