O Oscar não-Oscar

Neste carnaval além de maratonas de comilanças com KiQueijo e séries no NetFlix, reservei um tempinho para ver filmes interessantes com atores que estavam concorrendo ao Oscar neste ano. Não, não eram filmes do Oscar e sim filmes da carreira desses concorrentes.

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E comecei com The Help (Vidas Cruzadas). E como comecei bem. Como foi que um filme com Viola Davis, Octavia Spencer e Emma Stone poderia ser ruim? A história se passa durante a luta pelos direitos civis na década 60 em Mississipi onde Skeeter (e não era esse o nome da jornalista chata, loira de Harry Potter?) vira porta-voz ao escrever um livro na perspectivas das empregadas negras das famílias ricas da cidade

O elenco é incrível com várias carinhas conhecidas, como Bryce Dallas (The Blacklist) e tantas outras. A história te faz pensar na luta das últimas décadas para igualdade de direitos, independente da raça, e que ainda é tão parco em diversas regiões.

Juro que penso sobre a minha avó paterna, que não cheguei a conhecer, e o que ela deve ter enfrentado de preconceitos, apesar de se morena e de olhos claros (suavizantes da raça?) porém com cabelos crespos tipo 4, ou a minha tia avó, negra, com um nome que acho lindo (Maria Clara), portuguesa cujo registro que temos dela aqui diz que ela é parda.

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‘Hardy’ para mim sempre será o manipulador de Lolita, apesar da culpa.

Outro filme lindo que vi foi O homem que viu o Infinito. Neste filme, meio aquém ao anterior, traz a história da ‘descoberta’ da Inglaterra de um matemático indiano no início do século passado. As aspas é porque ele não foi descoberto, ele lutou muito para conseguir chegar perto de onde queria, correu para aqueles que poderiam acreditar no trabalho dele.

Lindo o filme porém, meio aquém por conta do ritmo e não dos atores (Dev Patel, Jeremy Irons) porém interessantíssimo! Mostra a paixão, a religião que a ciência pode ser para algumas pessoas. Se você gostou de Uma Mente Brilhante ou Teoria de Tudo, pode gostar desse também.

O interessante é que esses filmes retrataram a luta pessoal de algumas falsas minorias. Falsas porque elas eram dominadas pelo preconceito, pela imposição cultura e não pelo número.

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