Sororidade e o direito reservado de falar a verdade e se lutar pelo que é certo.

Voltando do supermercado onde fui verificar opções de chás e outros itens (saí sem comprar nada) na hora do almoço tive o desprazer de escutar parte de um programa da Jovem Pã onde algumas pessoas comentavam o ‘incidente’ entre José Mayer, o ator e Su Tonani, a figurinista.

SORORIDADE

Eu tinha lido a carta dela no blog da folha alguns dias atrás e estava ciente do ocorrido, porém o que me impressionou foi que o jornalista que estava falando sobre o ato era mais cuidadoso, digamos assim, do que outra mulher lá cujo nome não faço ideia.

“Ahhh, mais vai dizer que ela nunca deu bola”.

“Ahh, depois de todo esse tempo, pode ser que não tenha sido nada disso”.

Essa criatura estava bem preocupada com a imagem do ator e a possível injustiça, ainda mais depois que foi relatado que ele tinha sido afastado da escalação de uma novela. Neste momento o termo sororidade nunca fez tão presente na minha cabeça.

meu corpo

Vamos lembrar uma regra? Não é não! Ela pode até ter permitido que ele avançasse até chegar o toque depois de meses só que ela não permitiu o toque, que foi feito na presença de testemunhas. Não, ela pode ter sido sim uma vítima e me parece que isso está sendo sim considerado e investigado pela empresa em questão.

Não, não me interessa o que ela era no passado ou se ele já fez isso antes (aquele comentário de Letícia Sabatella foi meio revelador, não?). O que me interessa mesmo é saber se o caso está sendo investigado e que ele seja punido, caso as testemunhas afirmem mesmo que isso ocorreu (e que não tenham sido coagidas a ficarem caladas), ou que revelem que ela contou uma história indevida para chamar a atenção. Sim, desejo a verdade.

O ruim do relato da figurinista é que mostra um senso de injustiça, de poder que ainda permeia a nossa sociedade quando o assunto é violência dentro de determinados grupos sociais. Ele insistiu por meses porque achou que ficaria impune tão quanto aqueles que matam travestis a pauladas por elas não seguirem o seu conceito de cunho religioso de homem e mulher.

Ah, lembro que sou a favor da luta pelos direitos de todos, a favor da busca pela verdade, porém sou contra ao apoio cego de quem quer que seja. Não é porque é mulher que eu vou apoiar tudo, não é porque é um político que eu votei e gostava que eu vou falar ‘roubou + faz’. Não sejamos extremistas e sim coerentes, ok?

Detalhe: o texto foi escrito assim que voltei do supermercado e ainda na hora do almoço. Agora, antes da publicação, tive acesso a carta de José Mayer. Ele que inicialmente negou o ocorrido, assumiu a culpa e colocando a culpa na criação de sua geração. Ahh quem nos dera que fosse só a criação e a geração dele….

Só agora também vi o movimento entre as funcionárias sobre o caso. Vi as camisas, as fotos. Percebi que houve apoio do canal a vítima, talvez por não ter mais calá-la.

Primeira imagem daqui, segunda imagem daqui

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