Para poder viver

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Triste com a qualidade. Em breve troco!

Não sei o motivo, mas eu estou numa fase de escolher livros meio tristes para ler e passar o tempo. Intercalando com Harry Potter os dias mais difíceis e complicados, eu li Para poder viver. Sim, fiquei triste. Não, não chorei.

Trata-se de um livro de memórias de uma norte-coreana de apenas 21 anos. Com ele vemos a história não aquela feita pelos jornalistas e sim por aqueles que viveram e viram de perto o ocorrido. Por ser 10 anos mais velha do que Yeommi, ainda foi possível fazer o parâmetro dos acontecimentos do livro com o que eu tinha visto nos jornais.

Só que a história não começa com a fome vivida por toda uma população e sim lá trás. O livro conta um pouco a história da família, de como alguém pode ser privado naquele regime por itens bestas, de como alguém pode ser punido por cometer o crime de tentar sobreviver.

É bem triste ver como uma família se separa, se quebra por conta da necessidade, é bem triste ver como a exploração humana ainda faz suas vítimas hoje em dia. É espantoso ver que o regime que ela fala ainda está em vigor e fazendo testes nucleares. É muito estranho ver a verdade que conhecemos tão distante sendo recontada por alguém que viveu naquela posição.

Lindo. Fiquei tristíssima com um falecimento por câncer e por falta de atendimento e concordei com a mãe que a experiência delas era a arma que elas tinham em mãos contra esse regime. Era a verdade.

Leria novamente? Não. E sim, já estou lendo outro e em breve volto para falar também do novo Kindle.

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