Machuca, eu sei

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Ainda tento entender o motivo de entrarmos em situações em que somos as machucadas e mesmo assim ‘está tudo bem’.

Eu já me senti destruída ao sair de uma ‘reunião’, ao sair de um apartamento, ao sair de uma empresa. E, na minha cabeça, eu sou a única culpada. Eu sou a culpada porque em todos os casos acima, eu não fui obrigada, eu dei permissão direta ou indiretamente para aquilo ocorresse.

É como alguém que me pergunta porque eu me propus a ficar só com um abusador, com alguém que não tinha entendido os limites (ou estava se lixando para eles). Fui, porque, apesar de tudo, eu ainda confio nas pessoas. E este pode ser o meu erro.

Só que além de acreditar nas pessoas e ser leal, eu também acredito sempre que posso dar mais do que eu já dou. Sempre está insuficiente.

Outro exemplo, só que totalmente físico (E que merece um post a parte) é a minha relação com o tramal. Se eu tenho tramal na minha bolsa, se eu tenho uma dor compatível com o uso, porque mesmo eu vou me acabar com o ibuprofeno que me deixará ainda com dor e insuportavel? Por que vou sofrer a toa? Pois eu sou capaz de listar nomes.

Enfim, aprendi que cada um tem seu limite e tolerância quanto as dores físicas e emocionais. Além do mais, a dor física é capaz de me deixar exposta, como em carne viva, e sensível para as dores emocionais.