Não passo fome

Sim, terceiro post seguido de comida.

Quando alguém que não está habituado à restrições alimentares me conhece, acha que eu sofro ou passo fome ao não comer glúten. Não foi escolha minha porém, como muito bem sim, desde que eu faça (ou alguém daqui de casa já habituado) ou tenha alguma segurança no local que estou comendo. Como esse segundo ponto é difícil e complicado, acabo quase sempre comendo em casa ou o que foi preparado em casa.

Alerto aqui que é preparado e não comprado já que uns 80% do que eu já comi pronto de alimento especialmente sem glúten teve uma qualidade inferior ao similar feito em casa ( e com os ingredientes que eu seleciono e com a segurança alimentar de quem já faz isso há anos e sofre pouquíssima contaminação, apesar de viver numa casa cheia de glúten).

_20160924_173719

Com a necessidade de comer mais folhas e tendo muita couve-folha na geladeira, fiz caldo verde. A receita é fácil e eu não tenho. Aliás, não tenho receita de sopa nenhuma e apenas explicações sobre modo de preparo e quantidades no olhômetro. Para acompanhar essa sopa peguei uma receita de pãozinho de batata doce.

Receita por @viversemtrigo e adaptada por mim:

  • 250 g de batata doce;
  • 75 ml de azeite de oliva;
  • 40 ml de água;
  • 1 colher de sobremesa de sal;
  • 1 pitada de pimenta;
  • 1/2 colher de sopa de fermento;
  • Polvilho doce (era o que tinha) enquanto baste.

Cozinhei a batata doce no vapor, como fazemos com qualquer tubérculo (e deve ter sido por isso que mudou tanto a quantidade de polvilho em relação à original). Apesar de bem macia a minha tinha o centro enxuto e não molhadinho. Passei no espremedor de batata.

Coloquei o forno para aquecer.

Na forma da batedeira (apesar de não usar a batedeira em si, gosto dela por ter um bom tamanho e ser mais alta do que as demais daqui de casa), coloquei o fermento, sal, pimenta, a batata espremida, o azeite e a água. Misturei e fui acrescentando o polvilho que eu tinha previamente pesado e separado 250 gramas. Coloquei até dar liga e devo ter usado a metade da quantidade pesada.

Naturalmente sem grudar nas mãos, fiz 10 bolas no tamanho de pão de queijo de coquetel e coloquei no forno por uns 20 minutos. Enquanto elas assavam peguei outra forma e consegui fazer mais 10 bolinhas e coloquei no freezer.

O resultado me surpreendeu. Gostei bastante e agradou o meu pai, apesar da minha mãe e do meu irmão acharem que estava faltando alguma coisa. Comi elas ainda mornas, junto com a minha sopa e sentindo falta da manteiga ou do creme de ricota.

Obs: a receita original leva chia e eu coloquei bem pouco na minha, tanto que esqueci de relacionar nos ingredientes acima. A chia daqui de casa estava na geladeira e não no armário, o que a deixou muito compacta

Os primeiros 10 dias sem lactose

Como eu disse aqui, além de não comer glúten agora também não posso mais comer lactose. Após me despedir dessa vida com um pudim de doce de leite do jeito que eu gosto e que raramente faço, iniciei mais uma transição.

Os primeiros 7 dias foram fáceis e não senti tanta falta, apesar de adorar comer leite em pó e de comer queijos. Durante esses dias toda vez que eu abria a porta da despensa eu dava de cara com um saco de mistura para pão de queijo que eu uso (usava) para fazer pizza. O saco tem 250 gramas e dá para fazer duas pizzas grandes para quem vai comê-la sozinha como eu.

Virei o saco para baixo, troquei de lugar porém, não deu e resolvi fazer uma pizza com a metade dele no 7º dia. Fui dormir enjoada mas feliz naquele dia. O dia seguinte estava ótimo! Não é porque comi lactose ontem que vou comer novamente hoje, pensei. Só que minha mãe fez pipoca após eu pedir tanto (para quem não sabe, só consegui fazer uma vez uma pipoca descente) e acabou colocando manteiga! Comi a pipoca frustrada e como estava com vontade de comer doce (após 8 dias sem), resolvi fazer um brigadeiro com chocolate ‘do padre’, como sempre. Logicamente tive problemas digestivos leve novamente.

No nono dia eu estava decidida a deixar de lado esse pecado da lactose só que aí minha mãe fez strogonoff e eu comi. Já fiz muito porém, como dessa vez não fui eu quem cozinhou, esqueci completamente que tinha creme de leite. Ooo inferno….

Após o jantar eu conversei com minha mãe para ela parar de me sabotar. A adaptação da casa para receitas sem glúten e os cuidados com contaminação não foram conquistados do dia para a noite. Não dava para esperar que acrescentando mais uma restrição tudo fosse fácil para todos. Enquanto todos se acostumam vou ter que me reabituar a perguntar tudo sobre aquela comida (quando não tiver sido eu quem a fez) antes de comer, mesmo sendo aqui em casa.

Para ajudar pretendo comprar ou fazer ghee e queijo lacfree. Sei que ambos podem ser feitos em casa porém, quero provar primeiro um pronto para ser o meu ‘controle’ daquilo que futuramente irei produzir.

Ah, e o item que mais ‘sinto falta’ é a manteiga. Batata doce, macaxeira, cará, inhame, todos eu como com manteiga.

Chá à granel

Diante das restrições alimentares que tenho, hoje só me sinto segura comprando coisas à granel em muito poucos lugares da cidade (contaminação cruzada é uma realidade que eu convivo no meu dia-a-dia) e essa manhã foi o dia de repor algumas coisas que tinham acabado.

nf-pura-vida-chas

A conta deu alta? Esquecendo o chocolate Frey com limão e pimenta (que voltou e ainda estava com dois reais de desconto), já experimentou comprar o equivalente em supermercados? Preste a atenção nos chás em destaque, por exemplo. Como ainda tenho muito chá verde, precisei repor só os chás sem cafeína e comprei 30 gramas de duas ervas diferentes. Se comparar ao chá de caixinha da Real, a melhor marca barata de chás que eu já provei, a diferença é absurda!

30 gramas de erva parece pouco porém, deve dar para fazer uns 20 chás de cada sabor e ainda reduzindo a produção de lixo já que, ao invés de usar saquinhos (onde alguns contém plástico) eu uso o meu querido infusor.

Só desejaria ser ainda mais evoluída e levar sacos de tecido para colocar as ervas, ao invés de usar os sacos plásticos de lá, mas isso mudarei em breve. Ah, os chás não são orgânicos. Poucos produtos desse empório tem etiqueta orgânica. Sempre existe chance de melhoras, não?

Falta de sono e A Lista

Algum tempo atrás eu cruzei com o livro A Lista de C. Aherm, a autora de Ps, Eu te amo e de Simplesmente acontece. Os dois livros de ‘mulherzinha’ que mais gostei e com histórias se passando na Irlanda. Cheguei a ler outro dela, como falo aqui porém, não gostei tanto. Ai, reencontro o A Lista.

_20160919_131150

Dei uma chance. Aliás, esse ano estou dando chances a muitos títulos que jamás leria. Bom? Depende. O lado bom é de romper preconceitos. O ruim, é que eles constituem uma fuga contra os meus pensamentos e o que eu devo fazer. Enfim..

O livro A lista é interessante. Jornalista Kitty comete um erro e está sendo processada enquanto uma grande amiga e editora está perdendo a luta contra o câncer. Em visita conversam sobre pautas e a editora pede para Kitty pegar algo em que ela vem trabalhando e que está em seu apartamento.

Elas não voltam a se falar. Kitty perde o processo, é afastada da emissora e fica só com a revista. Enquanto ela sofre abusos e violência por conta da sua exposição pela reportagem que denegria indevidamente um homem, Kitty lota para fazer a última reportagem da amiga e, descobre que ela só deixou uma lista de 100 nomes e sem maiores explicações.

Gostei. Foi um livro que demorei a pegar entre as leituras porém, quando pegava, lia 20-30% do livro de uma vez. Inclusive os últimos 30% eu li numa tarde onde eu queria apenas dormir. Não lembro se estava com dor ou se tinha dormido mal à noite. Só sei que peguei o livro para adormecer e acabei ficando acordada até o final. Talvez se fosse o início eu dormiria…

Enfim, como disse à uma amiga, vou colocar um pdf de conhecimentos bancários no Kindle para ler quando quiser dormir. É tiro e queda!

Ansiedade e essa moda do Projeto Rapunzel

fita-metrica

Eu sei de algumas bloggers e/ou vloggers fazendo um tal de projeto rapunzel para crescimento capilar só que, acho que isso é a ponta do iceberg. Não sei vocês, só que estou vendo tantos produtos que se autodominaram bombas capilares e parece que mais serão lançados. São tantos shampoos, tônicos e cia que daqui há um ano e meio já estou esperando a metade da população feminina com cabelo na bunda. Isso porque não comentei sobre vitaminas para uso oral.

Sei que a brasileira realmente tem a preferência por cabelos longos, por achar mais femininos só que não sei de onde saiu essa moda de aceleração do crescimento. Talvez seja pela quantidade de gente assumindo cachos e enfrentando o big chop e o fator encolhimento.

Ainda acho isso muito estranho. Acho melhor ter um cabelo bem cuidado e bem cortado do que um cabelo longo, por exemplo. Outro detalhe, o cabelo curto é um exercício de paciência e contra ansiedade. Porque? Vamos lá…

Sabe aquela história que cabelo curto dá menos trabalho? Pura lenda urbana. Quanto mais curto ele estiver, mais difícil esconder a bagunça! Eu, por exemplo, após o último corte, pela manhã e antes de fazer xixi, eu olhava e ajeitava o estado do meu cabelo! Hoje ao menos faço isso junto com o resto das atividades pós-sono como escovar os dentes e lavar o rosto.

O cabelo curto também é um exercício de controle. Meu cabelo não define sozinho, nunca definiu e agora só está definindo por conta da fitagem, de cremes mais pesados e, alguns dias géis. E é bem volumoso. Não sou cacheada e sim ondulada porém, sempre gostei de saber por onde o meu cabelo anda. Resumindo: ao natural ou perto de fazer algum procedimento químico o meu cabelo vivia preso. Hoje já não me importo tanto com isso e nem ligo quando minha mãe pergunta se o penteei (kiakiakiakiakia).

Resumindo: Amiga, quem tem TAG sou eu e nem estou me importando quantos centímetros o meu cabelo cresce por mês (nunca medi). Aproveite o momento! Cada comprimento de cabelo tem suas peculiaridades e é bem legal aprender a conviver com elas. Ah, e tome cuidado com hipervitaminoses já que o nosso couro cabeludo é bem vascularizado, ok?

Obs: o texto já explica o foco porém, não custa deixar ainda mais claro que essa é a minha opinião e não estou falando de crescimento por queda e sim na maciça vontade de ter cabelos mais longos.

Imagem daqui

A louca das referências? Nem tanto

Não sou a louca da referência mas confesso que mesmo assim algumas surgem espontaneamente na minha cabeça quando quero explicar alguma coisa ou quando vejo algo ou alguém. Dizem que sou nerd e, se for verdade, pode ser um sintoma.

oliver-twist

Hoje a referência surgiu quando vi o meu primo peste todo sujo após brincar no canteiro. Ele ficou a cara de Oliver Twist!! Ok, um Oliver meio tropical já que estava com pouca roupa….

constantine-2

Outra meio recente é culpa de um poste aqui da rua. A lâmpada do poste mais próximo da minha casa está com mal contato então as vezes ela apaga do nada, com o vento, algum carro ou qualquer outra coisa. Constantine (nos quadrinhos ou nas telas pelo Neo. Ops, Keanu)? Passa alguns minutos e ela reacende do nada. Se algum dia eu ver algo sobrenatural passando no momento eu volto e conto, ok? Kiakiakiakiakia

jack

Por fim, tem a história da depiladora. A minha depiladora é excelente porém, não fui avisada que ela parece uma psicopata trabalhando. Juro! Quando tento explicar porque ela é rápida e dá medo só lembro de Jack do Iluminado. Na realidade lembrei do Jack do livro porém, para mostrar a amigas quem é Jack, a cena clássica do filme serve.

Imagens 1, 2, 3

Gastro do bem

Ontem foi dia de ir a gastroenterologista com exames feitos no mês passado. Ela é super detalhista e pergunta de tudo, até detalhes que você nem imagina que seria da alçada dela.

bs_lactose_free

Após conversarmos sobre a continuidade da dieta sem glúten e agora a necessidade de excluir também a lactose (!!!) entramos na conversa sobre modismo, custo, necessidade e qualidade alimentar.

Alguém sabe porque comidas veganas são mais caras que as não-veganas? É legal uma hamburgueria oferecer opções veganas porém, será que o custo de um hamburguer vegano foi realmente maior do que um de carne ou só está mais caro porque é moda esse estilo de vida?

Todas as comidas que fogem um pouco do tradicional sofrem com o preço elevado, mesmo que o seu custo seja menor, principalmente se são produtos de alguma dieta da moda. Ou vocês acham natural dar 23 reais num pão sem glúten? Eu posso fazer um pão sem glúten em casa com o controle total da qualidade dos ingredientes que eu estou colocando nele e que sai por um preço infinitamente menor que este!

Conversamos também sobre produção caseira de alimentos. Não, não é só o arroz de todo o dia (modo de falar já que me obrigo a comer arroz ao menos 1 vez na semana. Não gosto de grãos), e sim temperos, frutas, legumes que podem ser plantados em casa. Em casa, por exemplo, já plantamos tomate cereja que produziu de não darmos conta. Eu fazia saquinhos e distribuía no trabalho. E como é legal dar a alguém algo que você fez (aquele bolinho caseiro) ou algo que você ajudou a produzir de alguma forma, como plantando as sementes e colocando água todos os dias. Fiz o mesmo com pimentas dedo-de-moça.

Ainda sobre a lactase e (no meu caso) vitamina D, ela disse que a indústria explora muito esses produtos e os preços praticados normalmente não compensa comprar pronto, já que a matéria prima é de baixo custo. Manipular sai mais barato do que comprar na farmácia. Alguma novidade? Para mim nenhuma.

É, estou achando que encontrei uma médica compatível com o meu estilo de vida e de pensar.

Agora  o negócio é aprender a fazer sorvete sem glúten e lactose, aprender a fazer leite vegetal. E o queijo, como faz? Sim, será iniciado mais um ciclo de adaptações por aqui porque sou dessas: “se faz mal para mim, porque continuar comendo?”. Enquanto essa adaptação não inicia, eu acabei de comer um Cará com manteiga ( e não ghee) e frango.