O Extraordinário nada extraordinário

Baixei algumas amostras de livros na Amazon e estava lendo um pouco de cada para saber qual iria comprar quando eu vi essa foto abaixo divulgada da adaptação do livro O Extraordinário que sairá em breve nos cinemas.

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Curiosa como sou e por gostar de Julia Roberts, parei e fui ler o livro. Não, o livro nunca tinha chamado a minha atenção nem pela história, nem pela capa. Julguei pela capa também? Sim.

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Vamos saber mais sobre ele?

Livro de leitura leve e rápida conta a história de um menino chamado August que, devido a uma ‘loteria genética’ nasceu com alguns problemas devido à má formações. Após muitas operações e muito carinho da família, decidem pela primeira vez colocá-lo num colégio (até então a mãe dele era a sua professora em casa e, segundo a história, era péssima em frações).

O ponto de vista principal é de August porém, não é só dele. Existe o ponto de vista de sua irmã, da quase ex- amiga da sua irmã (Miranda) e outros porém, o foco principal é como uma criança consegue se adaptar as reações nem sempre educadas, ao julgamento de terceiros durante toda a sua vida e nessa sua nova aventura, o novo colégio (era equivalente a 5ª série, se não me engano), e de como se desconstrói um preconceito.

Empatia seria a palavra para resumir esse livro.

Foi legal porém, novamente, não faz o meu tipo e não leria novamente.

Primeira imagem do Papel Pop e a segunda é do @guilherme_bandeira que quando vi, salvei logo porque era tudo a ver com o post de hoje.

Ah, para os nerds, o protagonista era fã de Star Wars e existem referências sobre o filme, como fantasias e de como ele  acha que se parece.

Destralhamento de peças de outro corpo

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Partes das minhas roupas estão sem uso. A maior parte delas, eu diria. Como já falei um pouco aqui, roupas assim ficam em sacos à vácuo na parte de cima do meu armário e hoje nesses sacos tem peças para uma Mariana de 5 a 7 quilos mais gorda do que a atual.

No meio dessas peças tem vestido comprado para um casamento na grama que uma crise não me deixou ir (foi uma das piores semanas que tive e nunca tinha tomado tanto paracetamol em tão curto espaço de tempo). Tem um vestido lindo da Zara (da última compra que fiz na marca) que me deixou com um corpo de cair o queixo. Porém não sou mais M naquela loja e o vestido, que já precisava ser ajustado na barra (baixinha), precisa ser completamente ajustado. Essas duas peças estão com etiqueta ainda.

Existem calças que adoro. Desde uma bootcut clara da TNG que veste muito bem (e que possui pinças pois mesmo com mais peso a cintura nunca foi de 42), ou uma Flare de outra marca que usei como farda de tanto que gostei (amo nada que grude meus joelhos). Essas eu aposentei porque não precisava mais abrir o botão e o ziper e chegou a um ponto que com cinto não fica tão bom.

Calças de tecido? Tem três lá. Duas pretas e uma azul bem azul (adoro aquele tom). Camisas? Duas sociais da Le Chemise: Uma de manga comprida que nunca usei (apesar de estar sem etiqueta) e outra de gatinhos com manga 3/4 que só usei 2x. Comprei 40 e passei dos 30 dias para troca (devo ser 38 ou intermediário já que a de manga longa sobra menos pano que a outra). Além do mais, sou muito calorenta para elas e o tecido do qual elas são feitas.

Tem o único short boyfriend que eu tenho e que visto com peso intermediário. Adoro porém, agora parece que sou o ser mais sem bunda do mundo e fica caindo. Outro que cai mais rápido que esse azul boyfriend é um laranja, com discretos bordados de flor no mesmo tom do jeans e que não segurava nem com cinto. Ah, e uma saia lápis da Renner que foi amor à primeira vista! Ao contrário dos jeans acima, essa peça foi tão pouco usada que deve ter sido lavada 1 ou 2 vezes.

Entenderam, né? Existe isso e muito mais porém, não estou me sentindo à vontade com aqueles sacos hoje e estou pensando numa forma de ganhar um $ (sem exploração) e ainda fazer essas peças circularem. Não sei se o Enjoei é o ideal. É o mais famosinho, parece ser o mais organizado porém, nunca fui muito com a cara dele.

Sugestões?

 

Requalificação de panelas velhas

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Ao longo da vida minha avó foi acumulando muitas panelas e outras tantas chegaram com o falecimento da sua irmã. Panelas mais velhas do que eu e muitas com defeitos aparentes e outras já remendadas. Ano passado fizemos uma limpeza em escondido e jogamos um saco enorme de panelas de alumínio fora (e minha avó nunca ficou sabendo). Um segundo descarte, menor, foi entregue por uma pessoa que viu e ficou com as panelas velhas e descasadas. Nem preciso falar que teve confusão, né?

Recentemente apareceram mais duas. Como elas devem ser mais velhas do que eu, já tinham sido remendadas e já cumpriram o seu propósito resolvemos fazer vaso com elas e torcer para a minha vó não reconhece-las caso as visse. Vamos ao passo-a-passo?

Itens necessários:

  • Panelas velhas. As escolhidas já foram remendadas ao menos uma vez;
  • Martelo;
  • Chave de fenda;
  • Fita crepe;
  • Tinta para madeira e metal na cor escolhida;
  • Jornal velho;
  • Pincel;

Itens acessórios (recomendados):

  • Luva para proteger a mão na pintura;
  • Máscara aos alérgicos (\o/) por conta do cheiro da tinta;
  • Solvente para acidentes que possam acontecer e limpar a sujeira no final;

Instruções:

  1. Escolha uma hora onde a chance de alguém estar dormindo seja pequena. Furar a panela à martelada com a chave de fenda faz barulho. Furadeira poderia ser melhor e mais rápido? Talvez.
  2. Faça vários furos no fundo (sim, isso amarelo é uma mesa infantil e eu estava num banquinho até porque não entro naquelas cadeirinhas de plástico);
  3. Dê algumas batidas dentro das panelas, para que elas fiquem com o fundo mais plano possível já que o fundo entra um pouco conforme os furos são feitos;
  4. Escolha um padrão e faça desenhos com fita crepe. Escolhi duas linhas em uma panela e zigue-zague em outra;
  5. Forre uma área plana que servirá para pintá-las;
  6. Pinte-as;
  7. Secou bem? Retire as fitas e aproveite o novo vaso!
  8. Por fim, lembre-se de deixar o seu pincel de molho no solvente para retirar a tinta.

O resultado:

    Obs: a tinta escolhida não tinha esses vaso como principal motivo de compra e como não tínhamos tinta em spray, usamos o que nós tínhamos comprado para pintar um móvel.

    O que pode te agregar quando se passa por uma crise interna?

    Já cansei de falar aqui sobre como podemos e devemos repensar a forma de viver, a nossa forma de consumo, o nosso tipo de consumo. Aí, duas semanas atrás eu vejo esse vídeo e morro de amores pela transparência da Juliana Goes:

    A minha vida aos poucos está mudando. Acho que falta o pontapé inicial para ter um rompimento maior porém, tudo de bom é válido sempre.

    Sobre o canal dela: não sei desde quando ela aparecia no meu feed como sugestão até assistir a alguns produtos sobre pele oleosa (sim, sou parte integrante desse enorme grupo que tem pele oleosa) e me inscrevi. Depois eu vi os seus vídeos na Dinamarca com o marido e decidi que quero ir a mais esse país porém, morri de amores pelo vídeo de Crise existencial. Enfim, um canal que eu tenho muito o que descobrir ainda.

    Ju e Crica (olha a intimidade!), acompanharei de perto essa transição. Precisamos de mais inspirações como essa e (eu) preciso de lições para chegar aonde quero.

    Limitações de compras

    No final do ano passado comecei a repensar a minha forma de consumo. No meio do percurso li mais sobre o assunto, assisti bons documentários (como o que citei aqui) e fiquei desempregada (na ordem: 1. consciência; 2. desemprego; 3. documentário citado acima). Sim, a diminuição drástica do dinheiro que pode ser gasto também influencia a forma que você enxerga o consumo.

    Em abril eu fiz uma listagem das principais coisas que eu iria comprar em 2016. Não é longa e possui bastante básicos e outros visando viagens. Coloquei umas regras ao lado e segui em frente.

    As regras:

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    Em parêntese supostos substitutos. Nessa época eu ainda amava A manteiga de karité e ainda não tinha passado por uma suposta alergia a dita-cuja. Granado como substituta? Quem sabe outra mais natural? Será mais provável.

    Exemplo de como é a lista:

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    Pequeno exemplo de como funciona a coisa: O que você deseja; o preço aproximado; a necessidade da compra (o peso) e, por fim, o preço real pago pela peça após a compra.

    Quatro meses depois eu resolvi colocar no papel o que eu tinha comprado nos últimos seis meses e como estava indo esse meu projeto de lista de compras.

    O resultado foi bom. Comprei menos do que eu esperava itens da lista porém gastei mais do que eu esperava com o cabelo e depois com novos tratamentos para pele e cabelo (fora o outros gastos fixos com medicações).

    Apesar de ter gasto mais com o cabelo, eu doei produtos que estavam parados, serve? Ok, vou colocar uma nova regra  com limites de gastos com itens de cabelo que não sejam passados pela dermato (caso ao contrário o classifico como medicamento).

    Outro ponto de atenção que devo ter é sobre ajustes de roupas. Preciso seguir logo para a parte dos ajustes, o que me impedirá em entrar em tentação. Esse final de semana mesmo comprei um longo (2ª peça de roupa em 6 meses, sem contar peças íntimas) apenas porque eu queria ter outro em uso. Tenho um para ajustar e outro que não ajustarei por enquanto.

    Ah, detalhe: Aprenda a substituir quando necessário. Não vale adquirir 10 prestações por um celular só porque já está com ele há um ano por exemplo, viu? Desapega disso. Pense em substituir aquilo que está quebrado e cujo conserto não vale a pena ou que simplesmente acabou.

    E você? Está fazendo algo para consumir menos? Quanto menos dinheiro você gasta com coisas que você realmente não precisa, menos você acumula e mais você guarda para viagens, por exemplo. Ou talvez outros grandes planos😉

    Mudanças infinitas: Cabelos curtos

    Há quase 15 dias eu cortei o cabelo. Curto.

    Eu precisava cortar porém, a queda está num ponto tão enlouquecedor que acordei um dia, olhei pela cama e vi cabelos, olhei no chão ao meu lado e vi cabelos, olhei no chão na minha frente e vi cabelos. Sai do quarto e vi cabelos. Não aguentei e queria raspar.

    Nesse dia me peguei pensando: “olha, se raspar não vou precisar mais usar aquele shampoo que não gosto, vai ficar mais fácil de aplicar o remedinho (lembrando que hoje no meu couro cabeludo só vai o que a dermatologista quer) e ainda não terei que ver cabelos por toda parte! Ah pera, meu irmão tem uma máquina!!” Sim, passei o dia assim.

    No final do dia comecei a olhar fotos de cabelos curtos não escovados para me inspirar e no dia seguinte cortar. Não deu certo cortar naquele dia (sábado) e sim só no início da semana seguinte.

    Sim, bateu um medo de arrependimento de raspar, um medo da sociedade, um medo de julgamentos (estava no meio de um processo de seleção) e acabei não fazendo. Porém, fui finalmente na cabeleireira que gosto contar a minha longa história de queda capilar e as minhas inspirações. Saí de lá mais leve, com dicas (parte já seguia) e ainda fui conhecer a loja Meu Cabelo Lindo que fica na mesma galeria nas Graças.

    cabelos

    Eu, minha bochecha, meus cabelos e minha cara lavada no day after. O problema foi quando voltei da Conde da Boa vista…. Ainda procurando a melhor forma de defini-lo.

    A queda continua firme e forte. Aparenta menor apenas porque como eu estou tentando definir o cabelo, não posso passar muito a mão nele porém, toda vez que eu passo vem cabelo.

    Sobre a textura, esse corte acabou sendo quase o meu Big Shop (grande corte). Não tenho mais luzes, quase não tenho mais a escova redutora de volume (só ficou na frente por ser maior) e parte da tintura permanente foi-se também. Agora é um longo aprendizado em conviver com um cabelo que eu nunca consegui domar.

    Para fixar as ondas eu mergulhei no gel. Como o da Capicilin (G Gelatina) achava meio fraquinho para quem busca definição, resolvi investir alto no Angéll da Deva. Tenho problemas não resolvidos com day-afters ainda e uma busca de cremes de pentear (para quem só usa o pente para dividir o cabelo + tudo bem) já que o Monange preto eu gostava mais quando não estava me preocupando com definição (nunca pegue um vento com ele); e o Pudding da Lola é um caso de amor e ódio já que não é fácil acertar a quantidade perfeita de creme para o seu cabelo.

    (Post escrito dia 12.08.2016. Só registrando a data para saber quando vou tirar uma foto para ilustrar o post)